Luciane Oliveira, EUA / Valor Comunica.


Dr. Álvaro, sua passagem na terra fora dolorosa, mas rica em experiência e diagnósticos precisos. Foi através dele que ouvi pela primeira vez a palavra fibromialgia, após uma longa conversa e em respeito às minhas dores agudas, me explicando aquela bateria de exames, disse que aquele(a) que encontrasse a cura para este mal, ganharia o Prêmio Nobel da Medicina. E eu me voluntariei para ajudá-lo na pesquisa, haha… Assim, de prontidão. POR QUE NÃO?
E isso já faz mais de 14 anos e pouco se fez pelos fibromiálgicos. Que triste…
Aquele médico simpático mas austero, sério, contrastando às vezes com umas pitadas de ironia – aquela do destino – fez do médico paciente em sua própria dor. Pois que a sentia em sua própria pele. Ele nos atendia de maneira simples e muito profissional. Em alguns casos, talvez ele não tenha tido sucesso. Mas em muitos outros, ele surpreendeu, ensinou e compreendeu que a dor não nos impede de viver, ela nos ensina um novo jeito de vencer.
Hoje, sem dor e sem palavras, tomara que, conhecendo a Deus, receba a glória no paraíso e a salvação dos justos.
Meu respeito, caríssimo Doutor.
Descanse em paz.










