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EXCLUSIVO! Vereador Wires Carlos Rebate Denúncia e Alega Perseguição Política: “Nada de Irregular Foi Feito”

Luiz Cabrine / Valor Comunica.

Foto reprodução rede social: vereador Wires Carlos, sob acusação de denúncia de seu suplente.
Foto reprodução Rede social: Câmara Municipal.
Foto reprodução rede social: vereador Wires Carlos.

JANAÚBA– O ex-presidente da Câmara Municipal de Janaúba, vereador Wires Carlos Lopes, rompe o silêncio após ser alvo de uma investigação envolvendo supostos pagamentos irregulares de gratificações e horas extras a servidores durante sua gestão à frente da Casa de Leis em 2024, ano eleitoral. Em contato exclusivo com o Valor Comunica, realizado no sábado, 10 de maio, o parlamentar se defendeu das acusações e criticou duramente o que chamou de “manobra política” articulada por opositores internos.

De acordo com Wires, os pagamentos realizados em sua gestão seguiram os trâmites legais e são práticas rotineiras inclusive na atual administração da Câmara. “Não foi feito nada de errado por mim. As gratificações e horas extras são instrumentos legais utilizados para valorizar e incentivar os servidores. O que aconteceu na minha gestão acontece também na gestão atual”, frisou o vereador.

Wires Carlos reforçou que a denúncia teria motivações políticas, partindo de um grupo contrário a ele na Câmara. “Está claro que isso faz parte de uma perseguição política. Estão tentando desgastar minha imagem de forma injusta”, acusou.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a competência para apurar o caso. Segundo ele, ainda que houvesse alguma irregularidade relacionada ao tema da denúncia — o que nega categoricamente —, caberia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) conduzir a investigação, e não a própria Câmara Municipal. “A Câmara não tem atribuição para julgar ou investigar questões dessa natureza eleitoral. Essa tentativa de investigação interna é totalmente descabida”, afirmou.

Wires também questionou a formação da Comissão Processante (CP), alegando vício no processo. Conforme relatou, o vereador Lucas Fernandes não foi incluído no sorteio para compor a CP, apesar de não estar legalmente impedido. No entanto, é importante ressaltar que Fernandes não estava presente na sessão que deliberou sobre a criação da comissão, o que, segundo a presidência, justificaria sua não inclusão no processo.

Mesmo assim, Wires sustenta que esse fato torna nula toda a tramitação da investigação. “O processo está absolutamente viciado e deve ser anulado. Não se pode permitir que vícios como esse contaminem algo tão sério”, declarou.

Comissão Processante

Seguindo o Regimento Interno da Câmara, foi instaurada pela Presidência do Legislativo uma Comissão Processante (CP) para apurar os fatos. A composição da comissão, definida por sorteio, ficou assim: José Tarcísio Mendes (Presidente), Maria Aparecida (Relatora) e Bruno de Cabedal (Membro).

Defesa

Na última sexta-feira, 2 de maio, Wires Carlos apresentou sua defesa formal com alegações sobre o processo, à Comissão e negou as irregularidades em relação à denúncia. 

Decisão da Comissão Processante

Na manhã de quarta-feira, 7 de maio, a Comissão Processante votou sobre o andamento da investigação. Mesmo diante da defesa apresentada por Wires, o presidente da comissão, José Tarcísio, votou pela continuidade das apurações. Contudo, foi voto vencido. Maria Aparecida e Bruno de Cabedal rejeitaram o prosseguimento da denúncia por 2 votos a 1. A decisão que está longe de unanimidade é dividi opiniões gerou críticas por suposta falta de debate público e mais transparência sobre o processo.

O que vem pela frente

A denúncia, apesar de rejeitada na comissão, não está encerrada. Na próxima segunda-feira, 12 de maio, o plenário da Câmara Municipal terá a última palavra sobre o destino da investigação. A votação promete ser acirrada, com grande expectativa da população, que exige transparência e justiça.

Clima político e impacto

A situação expôs fissuras políticas dentro da Casa e levantou discussões sobre a necessidade de mais transparência e participação da sociedade em relação ao caso.

Comissão Processante contra Parecer Jurídico da Assessoria Jurídica

Com os votos dos vereadores Bruno de Cabedal e Maria Aparecida, favorecendo Wires, e contra a investigação da denúncia, a comissão rejeita a possibilidade de continuidade da apuração dos fatos, mesmo diante de Parecer da Assessoria Jurídica da Câmara, favorável ao andamento da denúncia.

O Valor Comunica seguirá acompanhando o desenrolar deste caso que tem agitado os bastidores políticos de Janaúba, dando voz a todos os envolvidos e buscando esclarecer todos os aspectos jurídicos e políticos da denúncia.

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