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COBRANÇA ILEGAL NO “GÁS DO POVO”: BENEFICIÁRIOS DENUNCIAM TAXA DE R$ 20 EM DISTRITO DE QUEM QUEM

Denúncia confirmada pelo portal Valor Comunica junto ao CRAS aponta possível irregularidade em revenda; usuários relatam que precisaram pagar para retirar benefício que é gratuito. O caso será encaminhado aos órgãos de fiscalização para a devida apuração.

Fotos: site Ministério de Minas e Energia.

Uma grave denúncia envolvendo o Programa Social Gás do Povo, do Governo Federal, acende o alerta no Distrito de Quem Quem. Beneficiários relataram ao portal Valor Comunica que estão sendo cobrados em R$ 20,00 para retirar o botijão de gás em um estabelecimento comercial da localidade, identificado como um supermercado.

A prática é considerada irregular e contraria as diretrizes do programa federal, que garante o fornecimento do gás de cozinha de forma totalmente gratuita às famílias em situação de vulnerabilidade social.

A informação foi confirmada pelo portal Valor Comunica junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do distrito. De acordo com a coordenadora do Cadastro Único e Bolsa Família, Maria Julia, o órgão já tem conhecimento das denúncias e vem sendo procurado por diversos beneficiários que afirmam ter realizado o pagamento para conseguir acessar o benefício.

Segundo apuração, vários moradores relataram que só conseguiram retirar o gás após o pagamento da taxa cobrada pelo estabelecimento, o que levanta suspeitas de prática abusiva e possível violação das regras do programa.

Em nota oficial, o CRAS reforçou que a cobrança é irregular e orientou a população sobre como proceder diante da situação:

NOTA

“O CRAS informa em nota repassada ao Portal de Notícias Valor Comunica, que a cobrança de qualquer valor adicional para retirada do gás pelo Programa Gás do Povo é IRREGULAR. O benefício garante a recarga do botijão de forma totalmente gratuita, não sendo permitido qualquer tipo de cobrança complementar por parte das revendas. Caso alguma revenda esteja realizando esse tipo de cobrança, a orientação é que os usuários NÃO efetuem o pagamento e registrem denúncia junto aos órgãos competentes. A situação já foi formalmente comunicada ao centro de distribuição responsável, bem como será encaminhada para apuração pelos órgãos de fiscalização competentes. Reforçamos que a Prefeitura e o CRAS não autorizam esse tipo de cobrança e não possuem gestão sobre o benefício. Seguimos acompanhando a situação e adotando as providências cabíveis.”

Por se tratar de um programa federal, eventuais fraudes ou desvios podem ser investigados por órgãos de controle da União. Dependendo da natureza da irregularidade, o caso pode ser encaminhado à Polícia Federal, responsável por apurar crimes envolvendo recursos ou programas do Governo Federal.

A recomendação para os beneficiários é clara: não pagar qualquer valor adicional e formalizar a denúncia junto ao CRAS, à Ouvidoria do Governo Federal ou a outros órgãos de fiscalização.

O portal Valor Comunica seguirá acompanhando o caso e cobrando esclarecimentos das autoridades competentes, diante de uma situação que afeta diretamente famílias que dependem do benefício para garantir o básico dentro de casa.

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