

A decisão que poderia determinar o futuro político do vereador Wires, acusado de autorizar pagamentos irregulares de gratificações e horas extras enquanto presidia a Câmara Municipal de Janaúba, não será mais votada nesta segunda-feira (12). A informação foi confirmada com exclusividade pelo Valor Comunica, por meio de um vereador que atua diretamente nos bastidores do Legislativo.
O caso estava previsto para ser decidido em plenário na sessão ordinária marcada para as 18h, mas foi retirado da pauta por questões regimentais. Segundo apuração, o argumento utilizado foi o descumprimento de prazos internos estabelecidos pelo regimento da Casa para a tramitação de denúncias e pareceres.
A retirada da votação surpreendeu parlamentares e a população, especialmente após a expectativa gerada em torno do relatório da assessoria jurídica da Câmara, que recomendava o prosseguimento das investigações. O parecer técnico indicava que havia elementos suficientes para apurar possíveis irregularidades cometidas por Wires durante sua gestão.
Votação na Comissão
Antes de chegar ao plenário, a denúncia havia sido analisada por uma Comissão Processante, que, por 2 votos a 1, decidiu pelo arquivamento do processo. Contudo, o caso seguiu para avaliação do plenário, justamente para que todos os vereadores pudessem se posicionar diante das divergências entre a comissão e a assessoria jurídica.
O pedido de investigação partiu do suplente Gildo, do distrito de Quem Quem, e trata de supostas irregularidades na concessão de gratificações e horas extras a servidores da Câmara durante a gestão de Wires como presidente da Casa.
Wires segue em defesa: “Gestão foi legal e transparente”
Procurado por Valor Comunica o vereador Wires reafirmou sua confiança na legalidade dos atos praticados e disse que está pronto para responder a qualquer questionamento. “Minha gestão foi conduzida com responsabilidade e amparada pela legislação”, declarou.
E agora? Próximos passos no Legislativo
Com a retirada da denúncia da pauta, o caso voltará ao plenário na próxima segunda-feira, 19 de maio, para votação, segundo o presidente da Câmara, Almir Dias.
Enquanto isso, cresce a atenção da opinião pública sobre o desfecho do caso, que envolve não apenas a reputação de um vereador com histórico de liderança na Câmara, mas também o compromisso da instituição com a transparência e a responsabilidade fiscal.
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