A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na tarde desta terça-feira (18/11), a Operação Mão Invisível, visando desarticular um sofisticado esquema de fraudes financeiras envolvendo uma servidora pública municipal de Porteirinha, no Norte do estado. A agente comunitária de saúde é investigada pelos crimes de estelionato, falsidade documental, apropriação de aposentadorias e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, a servidora se valia da função pública e da relação de confiança estabelecida com moradores atendidos pelo sistema de saúde para abordar idosos de diversas comunidades — incluindo o distrito de Paciência, mas não restrito a ele. Sob o falso pretexto de realizar “atualizações cadastrais” do SUS, coletava fotografias, dados pessoais e informações sensíveis das vítimas. De posse desses dados, eram formalizados empréstimos consignados fraudulentos, abertas contas bancárias ilícitas para o escoamento dos valores e desviadas aposentadorias, tudo sem qualquer autorização dos idosos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam, na residência da investigada e na de seu esposo, celulares, comprovantes bancários suspeitos, anotações manuscritas sobre possíveis vítimas e movimentações financeiras, documentos pessoais e cartões bancários pertencentes a terceiros, além de outros materiais diretamente vinculados ao esquema criminoso. Todo o conteúdo será submetido à análise técnica e pericial para comprovação das fraudes e identificação de novas vítimas.
O delegado responsável pelo caso, André Brandão, informou que há fortes indícios de que outras pessoas também tenham sido prejudicadas, parte delas já identificada e outras em processo de confirmação. “Não está descartada a participação de terceiros ainda não identificados, hipótese que segue em análise pela equipe de investigação. As próximas etapas incluem a extração, perícia e detalhamento minucioso do material apreendido, especialmente celulares, mídias digitais e comprovantes financeiros, fundamentais para rastrear o fluxo do dinheiro e definir a totalidade dos crimes”, afirmou.
O delegado destacou ainda a gravidade da atuação criminosa: “Os fatos revelam um esquema grave, reiterado e altamente lesivo, que explorava a vulnerabilidade de idosos e a confiança inerente à função pública. As medidas adotadas — bloqueio judicial de valores, apreensões e continuidade das diligências — são essenciais para resguardar as vítimas e assegurar a efetividade da investigação”.
A investigada foi presa preventivamente, sendo posteriormente conduzida ao Sistema Prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
As diligências continuam.
Fonte: PCMG.












