Luiz Cabrine / Valor Comunica.


BRASÍLIA – O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), da cidade de Manga, confirmou, na manhã deste sábado, 20, que foi diagnosticado com câncer no intestino grosso após a realização de exames de rotina na semana passada.
Segundo o parlamentar, a cirurgia já está agendada para a próxima segunda-feira, 22 de setembro. Ele não informou em qual hospital será realizado o procedimento, mas ressaltou estar confiante no sucesso da intervenção médica.
“Estou bem e otimista. Logo estarei de volta às minhas atividades parlamentares”, declarou Guedes, ao portal de notícias Valor Comunica.
O anúncio pegou eleitores e apoiadores do deputado, de surpresa e, gerou manifestações de apoio de colegas e lideranças políticas, que desejaram pronta recuperação ao parlamentar.
Dados sobre a doença
O número estimado de casos novos de câncer de cólon e reto (ou câncer de intestino) para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos, correspondendo a um risco estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as mulheres. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Esses valores correspondem a um risco estimado de 20,78 casos novos a cada 100 mil homens e de 21,41 a cada 100 mil mulheres (Tabela 1).
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto ocupam a terceira posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil.
Diagnóstico precoce
Exames simples, como o de colonoscopia, podem propiciar a detecção precoce do câncer de intestino — do cólon e do reto —, com o aumento das chances de cura.
ESTIMATIVA
O INCA prevê aumento da mortalidade prematura por câncer de intestino até 2030
probabilidade de óbito prematuro por câncer de intestino entre pessoas de 30 a 69 anos pode ter um aumento de 10% até 2030. Essa é uma das conclusões do artigo Os objetivos de desenvolvimento sustentável para o câncer podem ser cumpridos no Brasil? escrito por pesquisadores do INCA. O artigo foi publicado na revista científica Frontiers in Oncology no último dia 10 e projetou a mortalidade por câncer no Brasil para o quinquênio 2026-2030, comparando com o período base de 2011 a 2015.










