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SERVIDORA GESTANTE DA UNIMONTES DENUNCIA UNIVERSIDADE POR DEMISSÃO IRREGULAR

JANAÚBA – A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) vem enfrentando nos últimos meses, graves acusações. Uma delas é de autoria da engenheira agrônoma, Dra. Sarah Nádja Araújo Fonseca, Mestre e Doutora em Produção Vegetal. A engenheira, que está grávida, afirma ter sido demitida sem justa causa, em uma clara violação da estabilidade garantida por lei às mulheres gestantes.

Foto Luiz Cabrine / Valor Comunica: Servidora Sarah Nádja na tribuna da Câmara Municipal, em busca de defesa de seus direitos.
Foto Luiz Cabrine / Valor Comunica: Engenheira Agrônoma Sarah, durante denúncia apresentada à Câmara Municipal de Janaúba.

Além dessa demissão controversa e não explicada, segundo a servidora, a situação se agrava com denúncias de irregularidades gravíssimas no processo seletivo para contratação de professor temporário para o curso de Agronomia, para o qual Sarah foi aprovada em primeiro lugar.

Segundo Sarah, o processo seletivo foi anulado sem que fosse dado qualquer tipo de publicidade ao ato da Reitoria da universidade, já que o órgão já havia instaurado uma sindicância administrativa investigatória para apurar as denúncias de irregularidades de candidatas que se sentiram lesadas em seus direitos. Até o momento, a UNIMONTES não se manifestou sobre a demissão da profissional e a nulidade do processo seletivo de forma oficial.

Nota

O portal Valor Comunica entrou em contato com a assessoria de comunicação da Reitoria da Unimontes no último dia 17, em Montes Claros, no entanto, não obteve nenhum retorno e nota, até o fechamento desta matéria.

A acusação de Sarah Nadja Araújo Fonseca e de uma outra candidata que optou por manter em sigilo sua identidade, temendo represália da instituição levanta sérias questões sobre os direitos trabalhistas e a transparência dos processos seletivos na universidade. A demissão de uma gestante sem justa causa é conduta expressamente proibida pela lei, que garante a estabilidade necessária para assegurar o bem-estar da mãe e do bebê.

A falta de divulgação da anulação do processo seletivo também levanta preocupações sobre a conduta da Reitoria da UNIMONTES. A não publicidade de uma decisão tão importante pode gerar desconfiança em relação à lisura do processo e à capacidade da universidade de lidar com situações de denúncias de irregularidades.

Denúncia na Câmara Municipal

Além de denunciar o fato ao portal Valor Comunica, a servidora Sarah, também denunciou o caso à Câmara Municipal, no último dia 20 de maio, quando fez o uso da tribuna na referida casa de leis, onde recebeu apoio unânime de todos os vereadores. 

Diante dessas acusações, espera-se que a UNIMONTES se manifeste prontamente, esclarecendo as razões da demissão da Dra. Sarah Nádja Araújo Fonseca e explicando as medidas tomadas em relação às denúncias de irregularidades no processo seletivo.

Direitos trabalhistas e transparência

Enquanto isso, a situação de Dra. Sarah Nádja Araújo Fonseca permanece incerta. É inaceitável que uma profissional grávida seja dispensada sem motivos justos e em clara violação dos seus direitos. Espera-se que a justiça seja feita e que a UNIMONTES tome medidas imediatas para corrigir essa grave situação. Afinal, a universidade tem o dever de ser um exemplo na defesa dos direitos trabalhistas e na transparência de seus processos seletivos.

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