Por Armênio Pereira / Valor Comunica.
Condições climáticas, geografia da região e alto índice de radiação solar, são fatores decisivos para o impulsionamento da produção de energia renovável no norte de Minas Gerais. A região que buscava alternativas para a diversificação econômica, encontrou na produção fotovoltaica, atividade estratégica para a sua projeção econômica, social e sustentável, especialmente pelas possibilidades de inovação tecnológica e geração de emprego.
Lembrando que os investimentos estão se encaminhando depois de a segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 13/2015 (GOVERNO DILMA) ter sido concluída com sucesso pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O certame negociou 21 dos 24 lotes postos à venda. Os empreendimentos estão localizados nos estados: Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte.
A licitação foi realizada em 28/10/2015 na BM&FBOVESPA em São Paulo, propiciou a contratação de 6.126 km de linhas de transmissão e 6 mil mega-volt-amperes (MVA) de potência de subestações. Com investimentos em torno de R$ 11,6 bilhões em transmissão (CONCENTRAÇÃO DOS INVESTIMENTOS NO NORTE DE MINAS, POR CONTA DA POSIÇÃO GEOGRÁFICA, ONDE FORAM CONSTRUÍDAS VÁRIAS SUBESTAÇÕES E OS LINHÕES – rede para transporte da energia.
Com a estruturação da linha de transmissão, vultosos investimentos oriundos da iniciativa privada estão chegando, gerando receitas consideráveis aos cofres dos municípios, sobretudo de Janaúba.
Desta forma, conclui-se que os investimentos ocorrem pelo conjunto de fatores favoráveis, como: demanda existente, estruturação da linha de transmissão, condições climáticas e geográficas, alto índice de radiação solar e a visão empreendedora do investidor, e não pela propaganda de político A ou B.

