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“Abrasileiração” dos preços e fim do PPI nos derivados do petróleo

Por Flauzino Antunes – Brasília

Essa terça-feira (16/5) foi decisiva para acabar com a  Política de Paridade Internacional (PPI), que desde 2016, definia a estratégia de formação de preços dos produtos derivados do petróleo nas refinarias da Petrobrás. Obrigando nossa  maior empresa nacional, definir os preços, pela cotação em dólares no mercado internacional, e o certo seria que definir preços em reais e baseados no seu custo de produção.

O PPI, prejudicou enormemente o povo brasileiro, pois recebendo em real tinha que consumir os derivados de petróleo com o preço dolarizado, ou seja consumiu uma mercadoria muito mais cara do que realmente era. O preço na bomba dos postos tinha grande oscilação, dificultando um planejamento das empresas e famílias em seu orçamento mensal. Em 2021, a gasolina foi reajustada 15 vezes e o diesel 12 vezes, acumulando uma alta de 40%. Em 2022, somado a vários fatores, a gasolina chegou a R$10,00 o litro – em alguns lugares chegou a passar -, a média no ano foi R$7,00 segundo a ANP – Agência Nacional de Petróleo -, foi o ano com a maior média registrada.

O PPI, teve um marco negativo durante seus 6 anos de existência, acumulou aumentos 223% no botijão de gás, 112% e 121% na gasolina e no diesel respectivamente, colaborando enormemente para a disparada da inflação dos produtos no Brasil, aumentando o custo de vida dos trabalhadores assalariados, que viam tudo aumentando menos seus salários, e dos pequenos e médios empresários, que sentiam os todos os custos aumentarem e não viam aumentar as vendas.

Os únicos que estavam sorrindo à toa com esse PPI, foram os acionistas estrangeiros da Petrobrás, em 2021, alcançaram o recorde de lucro de R$ 42 bilhões e distribuiu R$ 31,6 bilhões aos acionistas, sendo o RECORDE DE DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS.  A margem de lucro em 21, entre as petroleiras do mundo, a Petrobrás era recordista com 23,7%, a EXXON por exemplo foi de 8,5% quase 3 vezes mais.

Quem pagou essa conta? Nós pobres consumidores brasileiros. E a Petrobrás durante esse período, para manter o lucro dos magnatas do exterior, deixou de devolver para a sociedade nacional em forma de investimentos as melhorias devidas e na construção de novas refinarias no Brasil (pior vendeu refinarias para empresas rivais que aumentaram o preço da gasolina) que poderiam gerar empregos, baratear e diminuir nossa dependência de gasolina do exterior.

Não é coincidência que o “Mercado” grita e esperneia, após o Governo Lula cumprir sua promessa de campanha em acabar com o PPI, forçando com que as ações caiam artificialmente, pois os sanguessugas internacionais estão vendendo suas cotas da empresa por perderem a mamata de lucros fáceis e extraordinários as custas do sangue do povo brasileiro.

“Na real”, vão tarde! Logo os resultados financeiros serão divulgados e as ações da Petrobrás voltarão a subir sem pânico!

E o que mais interessa a nós consumidores brasileiros: Os preços do diesel e da gasolina, na bomba? O botijão como ficará?

Após a “abrasileiração” dos preços a  tendência será de queda e estabilidade nos preços para o consumidor final. Ajudando na queda da inflação e melhorando a qualidade de vida dos brasileiros.

E um recado aos Presidentes do Brasil e da Petrobrás, além da “abrasileiração”, se faz um planejamento estratégico da empresa, em aumentar urgentemente os investimentos na construção de novas refinarias no Brasil, para buscarmos nossa soberania em gasolina, diesel, gás e afins, para não termos mais o sufoco de importar combustíveis e ficarmos vulneráveis em tempos de conflitos internacionais.

 Novos tempos!

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